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Era uma vez que não era,
E andava lavrando,
Soube que o pai era morto,
E a mãe por nascer,
Pôs os bois às costas
E o arado a correr.
Foi por uma estrada que não via,
Viu uma cabra que não conhecia,
Viu ameixeira com maçãs.
Subiu e colheu romãs,
Veio de lá o dono e gritou:
Seu grandíssimo patife,
Seu grande brejeiro,
Vir colher peras em faval alheio!
Pega num torrão,
E atirou-lhe ao toutiço;
Feriu-o nos calcanhares
Deitou sangue pelo umbigo.

Ataíde Oliveira em Romanceiro e Cancioneiro do Algarve